O Espírito depende do cérebro para se manifestar?

Resposta de Cosme Massi* no Seminário” O Perispírito”, em 21 de setembro de 2019, promovido pela USE São José do Rio Preto.

Transcrição de Rui Gomes Carneiro.


O pensamento só ocorre no mundo íntimo da alma, e não sai dela. É a alma quem toma decisões, que são pensamentos, e essas decisões influenciam de alguma maneira os fluidos de seu perispírito, que estão em ligação com o corpo físico. É dessa maneira que a informação chega ao cérebro, que vai providenciar as ações físicas que o Espírito mandou. Então o cérebro tem uma atividade constante e muito intensa, já que a alma não para de pensar.

O fato de o cérebro emitir ondas eletromagnéticas não significa que ele esteja pensando; ele está trabalhando, cumprindo ordens. O cérebro produz muitos tipos de ondas: é matéria produzindo propriedades que são da matéria. Isso é natural.

Quando falamos estamos produzindo ondas sonoras, que estão chegando ao ouvido de outras pessoas. Quem está produzindo onda sonora não é a alma, é a laringe que faz vibrar as cordas vocais pela pressão do ar e provoca os sons no meio material. É claro que a laringe não fala sozinha, ela é coordenada pelo cérebro, que vai encaminhando os comandos da alma.

Assim, a alma pensa, o cérebro transforma a mensagem que “chega” a ele em impulsos que vão até a laringe e, junto com todo o sistema que permite a fala, vibra as cordas vocais e desempenha sua função. Sem a alma, o cérebro seria uma massa de células sem inteligência.

As ondas eletromagnéticas que o cérebro produz são uma grande incógnita; sabemos calcular tudo de uma onda eletromagnética, mas não sabemos bem o que ela é; é uma onda que não necessita de um meio para se propagar.

O cérebro produz muitas ondas quando a alma pensa, e provavelmente durante o sono do corpo, quando a alma, no processo de emancipação, está vagando por outros lugares; mesmo em desdobramento a alma continua vinculada ao corpo pelo perispírito, e o cérebro continua produzindo uma série de efeitos.

Mas isso não quer dizer que aquelas ondas sejam da alma, elas são do cérebro, produzidas como consequência dos efeitos que a alma produz no cérebro. É claro que a alma produz efeitos no corpo. Se quero levantar a perna, eu a levanto, se quero falar, eu falo, se quero correr, eu corro.

Desta forma, a alma produz efeitos no corpo e vice-versa, o corpo produz emoções na alma. Se alguém pisar no pé de outra pessoa, vai doer, e isso poderá causar a emoção da raiva na alma dessa pessoa. Descartes chama essas emoções provocadas pela matéria, pelo corpo, de paixões da alma; são tipos de emoções, que, como qualquer pensamento, ocorrem apenas na alma. Apesar de causadas pelo corpo, quem tem a emoção é a alma, não o corpo. O corpo produziu uma causa que ao chegar à alma a fez ter aquela emoção, então a emoção é dela, da alma, aconteceu nela. Por exemplo, quando uma palavra agressiva nos ofende: captamos a fala do outro com os ouvidos e sentimos a emoção com a alma. O ouvido, o sistema nervoso e o cérebro apenas conduziram o estímulo do som para a alma, que interpretou e se ofendeu, tornando-se triste ou raivosa. Essa tristeza ou a raiva que surgiu da ofensa é uma paixão da alma.

Então a paixão é um tipo de emoção que surge na alma por influência do corpo, da matéria. Quando encarnados, o estímulo vindo da matéria passa pelo cérebro. Isso não significa que o Espírito precise sempre do cérebro. No mundo espiritual o Espírito conversa, vê, ouve, sem precisar de cérebro; o perispírito não tem cérebro!

Na erraticidade o Espírito não precisa de cérebro para se comunicar. No mundo corporal, sim. Nesse mundo de matéria grosseira não existe nenhum tipo de máquina que um Espírito possa ocupar e usar para expressar o seu pensamento. Hoje, para expressar sua inteligência no mundo corporal, o Espírito, a alma, precisa do cérebro do corpo físico.

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*Observação. O texto acima foi retirado de uma exposição de viva voz. Como todo ensino oral, esta colocação pode não ser tão rigorosa com os sentidos das palavras, por efeito da proximidade entre as pessoas que conversam. É preciso, por isso, considerar que as definições dadas podem ser provisórias, e que alguns termos são usados em sentido figurado. Em todo caso, o fundo da mensagem não deixa equívocos.


Cosme Massi é Físico, Doutor e Mestre em Lógica e Filosofia da Ciência pela UNICAMP. Foi professor, pró-reitor e diretor de diversas universidades no Brasil. Ganhador do Prêmio Moinho Santista em Lógica Matemática. Escritor, palestrante e estudioso das obras e do pensamento de Allan Kardec há mais de 30 anos. Idealizador do IDEAK (Instituto de Divulgação Espírita Allan Kardec) e da KARDECPEDIA, plataforma grátis para estudos das obras de Allan Kardec. Reúne mais de duzentas aulas de Espiritismo na plataforma KARDECPlay.


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