mediunidade e cura

Compreendendo a Mediunidade Curadora com Allan Kardec

Texto escrito por Anna Amaral [1]

“Os textos independentes, ou de terceiros, deste Blog, são responsabilidade de seus autores e podem não refletir a linha editorial do IDEAK.”

Compreendendo a Mediunidade Curadora com Allan Kardec

Atualmente, pouco se tem abordado sobre o tema Mediunidade Curadora pelos magnetizadores espíritas nos campos de pesquisas e estudos da ciência Magnetismo. Acredito que um dos elementos que contribuem para esse distanciamento é a compreensão insuficiente do que é um médium curador, como ele atua e qual a sua relação com o magnetismo. O que, geralmente, se pensa é que por ser médium curador, este é um simples instrumento dos Espíritos, mas ao aprofundar a leitura dos vários artigos de Allan Kardec que tratam dessa aptidão, percebo que não é bem assim.

A Mediunidade Curadora é a faculdade que o homem tem de curar ou aliviar as dores pela simples imposição das mãos ou pela prece; assim define Kardec no Livro dos Médiuns (1861). Porém, os Espíritos acrescentam: “Esta faculdade não é essencialmente mediúnica; possuem-na todos os verdadeiros crentes, sejam médiuns ou não. As mais das vezes, é apenas uma exaltação do poder magnético, fortalecido, se necessário, pelo concurso de bons Espíritos.” (KARDEC, 1861, item 189). O que significa dizer que a faculdade curadora pertence a todos/as que acreditam na capacidade de curar e que possuem o poder magnético que, muitas vezes, é fortalecido e ampliado pelos bons Espíritos; e como enfatizado pelos Espíritos, não é necessário ser médium, ou seja, a ação magnética precede a mediunidade.

No item 175 do Livro dos Médiuns (1861), Kardec aprofunda esses questionamentos, buscando entender se o médium de cura é apenas um intermediário[2] dos Espíritos, isto é, se não há nenhuma participação ativa de sua parte no processo da cura, uma vez que ele não utiliza de passes ou toques magnéticos. Examinemos:


5ª Há pessoas que verdadeiramente possuem o dom de curar pelo simples contacto, sem o emprego dos passes magnéticos?
“Certamente; não tens disso múltiplos exemplos?”
6ª Nesse caso, há também ação magnética, ou apenas influência dos Espíritos?
“Uma e outra coisa. Essas pessoas são verdadeiros médiuns, pois que atuam sob a influência dos Espíritos; isso, porém, não quer dizer que sejam quais médiuns curadores, conforme o entendes.” (KARDEC, 1861, item 175, grifo nosso)

Notemos que Kardec não se contenta com a resposta dos Espíritos ao confirmar que existem indivíduos que podem curar pelo simples contato das mãos. O mestre continua interrogando, não por ter dúvida do fenômeno em si, mas porque além de existir vários relatos na história, ele mesmo já havia aferido casos semelhantes. O que ele queria entender é se existia uma ação magnética na mediunidade curadora, pois lembremos que Kardec já havia estudado e praticado o Magnetismo por trinta e cinco anos (KARDEC, 1858), antes de começar a estudar os fenômenos espíritas e entendia os efeitos que o poder magnético pode causar. Portanto, quando os Espíritos respondem que existem “Uma e outra coisa.”, entende- se que há ação magnética e influência dos Espíritos. E para elucidar mais ainda essa declaração, os Espíritos enfatizam “não quer dizer que sejam quais médiuns curadores, conforme o entendes”. E, pela pergunta de Kardec “há também ação magnética, ou apenas influência dos Espíritos”, pode-se presumir que Kardec entendia por médiuns curadores aqueles que funcionam como simples condutores dos fluidos espirituais. Com isso, entendo que para que os médiuns curadores possam atuar, é necessário que estes possuam uma aptidão orgânica, uma força magnética e assim serem utilizados pelos Espíritos, justificando dessa maneira a definição do item 189, colocada acima.

Por outro lado, Kardec, como bom cientista, também quer entender se existe a atuação dos Espíritos nos processos magnéticos utilizados pelos magnetizadores ordinários de sua época, pois na Ciência Magnética é dado que o fluido emitido do magnetizador para o doente é o seu próprio fluido vital (pessoal). Observemos as seguintes perguntas feitas aos Espíritos:

2ª Entretanto, o médium é um intermediário entre os Espíritos e o homem; ora, o magnetizador, haurindo em si mesmo a força de que se utiliza, não parece que seja intermediário de nenhuma potência estranha.
“É um erro; a força magnética reside, sem dúvida, no homem, mas é aumentada pela ação dos Espíritos que ele chama em seu auxílio. Se magnetizas com o propósito de curar, por exemplo, e invocas um bom Espírito que se interessa por ti e pelo teu doente, ele aumenta a tua força e a tua vontade, dirige o teu fluido e lhe dá as qualidades necessárias.”
4ª Agiria com maior eficácia aquele que, tendo a força magnética, acreditasse na intervenção dos Espíritos?
“Faria coisas que consideraríeis milagre.” (KARDEC, 1861, Item 175, grifo nosso)

Ou seja, compreendo que, na condição de magnetizadores/as, podemos chamar os bons Espíritos, principalmente nossos anjos de guarda para nos auxiliar nos tratamentos de magnetismo, pois seremos amparados e nossas forças magnéticas serão duplicadas conforme nossa força de vontade e o desejo do bem.

Contudo, essas concepções podem levar alguns a pensar que não existe diferença entre médium curador e magnetizador ordinário, visto que aquele também tem uma atuação magnética no fenômeno de cura e este pode ser auxiliado pelos bons Espíritos. Então, como se pode verificar as distinções que caracterizam cada um? Kardec também pensou nisso. Vejamos:

Todos os magnetizadores são mais ou menos aptos a curar, desde que saibam conduzir-se convenientemente, ao passo que nos médiuns curadores a faculdade é espontânea e alguns até a possuem sem jamais terem ouvido falar de magnetismo. A intervenção de uma potência oculta, que é o que constitui a mediunidade, se faz manifesta, em certas circunstâncias, sobretudo se considerarmos que a maioria das pessoas que podem, com razão, ser qualificadas de médiuns curadores recorre à prece, que é uma verdadeira evocação. (KARDEC, 1861, item 175, grifo nosso)

Entendo que uma das primeiras diferenças é a questão da naturalidade do poder magnético. No médium curador, a faculdade é espontânea, muitas vezes desconhecida pelo próprio médium ou quando este sabe, não quer possuí-la; quer dizer, o médium não tem escolha se quer ou não ter essa aptidão, e é isso que caracteriza a mediunidade natural[3] . Enquanto, no magnetizador, a faculdade é desenvolvida, conforme a sua vontade, a sua força magnética pessoal, os seus estudos e os procedimentos utilizados na Ciência Magnética, de maneira metódica e regular.

Uma segunda diferença que existe entre médium curador e magnetizador é a origem dos fluidos que são emitidos aos seus assistidos. Assim,

O médium curador emite pouco de seu próprio fluido. Ele sente a corrente do fluido estranho que o penetra e para a qual serve de condutor. É com esse fluido que ele magnetiza, e aí está o que caracteriza o magnetismo espiritual e o distingue do magnetismo animal: um vem do homem, o outro, dos Espíritos. Como se vê, aí nada existe de maravilhoso, mas um fenômeno resultante de uma lei da Natureza que não era conhecida. (KARDEC, 1864, Revista Espírita – Médiuns curadores, grifo itálico do autor, negrito nosso)

E ainda:

Entre o magnetizador e o médium curador há, pois, uma diferença capital, porque o primeiro magnetiza com o seu próprio fluido, e o segundo com o fluido depurado dos Espíritos. Daí se segue que os Espíritos dão o seu concurso a quem querem e quando querem; que podem recusá-lo e, consequentemente, tirar a faculdade daquele que dela abusasse ou a desviasse de seu fim humanitário e caridoso para dela fazer comércio. (KARDEC, 1864, Revista Espírita – Médiuns curadores, grifo nosso)

Portanto, embora os Espíritos afirmem que a faculdade do médium curador não seja essencialmente mediúnica, Kardec explica que aquele se torna um condutor dos fluidos espirituais. Mas vale ressaltar que ao dizer “emite pouco do seu” significa que o médium continua transmitindo o seu fluido, porém o que prevalece é o fluido dos Espíritos. À medida que os magnetizadores transmitem o seu próprio fluido, ou seja, o fluido humano.

E uma terceira diferença essencial entre médium curador e magnetizador é a qualidade desses fluidos. Conforme Kardec:

Na ação magnética propriamente dita, é o fluido pessoal do magnetizador que é transmitido, e sabe-se que esse fluido, que não é senão o perispírito, participa sempre, mais ou menos, das qualidades materiais do corpo, ao mesmo tempo que sofre a influência moral do Espírito. É, pois, impossível que o fluido próprio de um encarnado seja de uma pureza absoluta, razão pela qual sua ação curativa é lenta, por vezes nula, outras vezes até nociva, porque ele pode transmitir ao doente princípios mórbidos.
Somente nos Espíritos superiores o fluido perispiritual está despojado de todas as impurezas da matéria; está, de certo modo, quintessenciado; sua ação, por conseguinte, deve ser mais salutar e mais pronta: é o fluido benfazejo por excelência. Como ele não pode ser encontrado entre os encarnados, nem entre os desencarnados vulgares, então é preciso pedi-lo aos Espíritos elevados, como se vai procurar em terras distantes os remédios que se não encontram na própria. (KARDEC, 1864, Revista Espírita – Médiuns curadores, grifo itálico do autor, negrito nosso)

Logo, como os médiuns curadores são condutores dos fluidos dos bons Espíritos, os fluidos que transmitem são mais depurados, benfazejos produzindo uma ação curativa mais imediata, muitas vezes, até mesmo instantânea; quanto aos magnetizadores comuns variam de acordo com a qualidade de seu perispírito e de sua moral, produzindo assim uma ação curativa mais lenta, nula ou nociva. Disso, resulta em uma outra dessemelhança, a velocidade com que a ação curativa ocorre derivada da pureza desses fluidos. Sobre isso, Kardec desenvolve:

Sendo o fluido humano menos ativo, exige uma magnetização continuada e um verdadeiro tratamento, por vezes muito longo. Gastando o seu próprio fluido, o magnetizador se esgota e se afadiga, pois dá de seu próprio elemento vital, por isso ele deve, de vez em quando, recuperar suas forças. O fluido espiritual, mais poderoso em razão de sua pureza, produz efeitos mais rápidos e por vezes quase instantâneos. Não sendo esse fluido do magnetizador, disso resulta que a fadiga é quase nula. (KARDEC, 1865, Revista Espírita – Da mediunidade curadora, grifo nosso)

E, reitera:

Dissemos, e nunca seria demais repetir, que há uma diferença radical entre os médiuns curadores e os que obtêm prescrições médicas da parte dos Espíritos. Estes em nada diferem dos médiuns escreventes ordinários, a não ser pela especialidade das comunicações. Os primeiros curam apenas pela ação fluídica em mais ou menos tempo, às vezes instantaneamente, sem o emprego de qualquer remédio. O poder curativo está todo inteiro no fluido depurado a que eles servem de condutores. (KARDEC, 1866, Revista Espírita – Considerações sobre a propaganda da mediunidade curadora, grifo nosso)

Conseguintemente, a partir das afirmações de Kardec, concluo que magnetizador e médium curador se distinguem nos seguintes aspectos: quanto a naturalidade do seu poder magnético, em relação a origem dos fluidos emitidos, quanto a qualidade dos fluidos e a rapidez da ação curativa dos fluidos. Agora, isso não é tudo!

Ao decorrer de suas pesquisas relativas a mediunidade curadora, Kardec verificou que para obter essa faculdade, o homem deveria ter uma qualidade moral muito elevada, tornando- se uma raridade na Terra, já que esta é um planeta de provas e expiações, e os Espíritos encarnados que a constituem são de uma categoria imperfeita.

[…] os médiuns curadores, na estrita acepção da palavra, isto é, aqueles cuja personalidade se apaga completamente ante a ação espiritual, são extremamente raros, porque essa faculdade, elevada ao mais alto grau, requer um conjunto de qualidades morais raramente encontradas na Terra; só esses podem obter, pela imposição das mãos, essas curas instantâneas que nos parecem prodigiosas. Muito poucas pessoas podem pretender esse favor. Sendo o orgulho e o egoísmo as principais fontes das imperfeições humanas, daí resulta que os que se gabam de possuir esse dom […], estão nas piores condições para obtê-lo, porque essa faculdade é privilégio exclusivo da modéstia, da humildade, do devotamento e do desinteresse. (KARDEC, 1865, Revista Espírita – Da mediunidade curadora, grifo itálico do autor, negrito nosso)

Apesar de entender que a mediunidade curadora é uma raridade aqui na Terra, considero ao mesmo tempo, enquanto magnetizadora espírita, que posso me esforçar ao máximo para obter as qualidades, física e moral, necessárias para obter o concurso dos bons Espíritos. Dado que, segundo Kardec:

As qualidades morais do magnetizador, isto é, a pureza de intenção e de sentimento, o desejo ardente e desinteressado de aliviar o seu semelhante, aliados à saúde do corpo, dão ao fluido um poder reparador que pode, em certos indivíduos, aproximar-se das qualidades do fluido espiritual. (KARDEC, 1865, Revista Espírita – Da mediunidade curadora, grifo nosso)

Qualidades estas, que todos/as nós podemos através da prece e dos nossos esforços, mudar nossas atitudes, pensamentos e nos aproximarmos dos bons Espíritos que sabendo das nossas dificuldades irão nos auxiliar, se formos sinceros/as e humildes de coração. Por esse motivo, a importância de estarmos sempre nos cuidando, refletindo sobre o que podemos melhorar e as virtudes que podemos conquistar, pois só assim seremos melhores instrumentos segundo a vontade de Deus e teremos o concurso dos bons Espíritos. Consideremos esse exemplo da Sociedade Espírita de Bordeaux (KARDEC, 1867), cujo magnetizador por sua dedicação bem intencionada e a sua vontade de ajudar, era considerado um médium de cura:

Ao médium curador veio juntar-se um dos nossos irmãos, magnetizador de grande força e de um devotamento a toda prova que, também ajudado pelos bons Espíritos, auxilia o primeiro, de tal sorte que podemos dizer que a Sociedade possui dois médiuns curadores, embora em graus diferentes. (KARDEC, 1867, Revista Espírita – Nova Sociedade Espírita de Bordeaux, grifo nosso)

Em 1865, Kardec já havia reconhecido que todo bom magnetizador pode vir a se tornar um médium curador, se aquele for dotado de boa vontade, fé em Deus, desejo do bem sincero e desinteressado. Além disso, salientou que há várias nuanças do Magnetismo e que as curas estão diretamente relacionadas com as qualidades dos fluidos e a vontade do magnetizador.

Sendo, pois, a mediunidade curadora uma exceção aqui na Terra, disso resulta que há quase sempre ação simultânea do fluido espiritual e do fluido humano; quer dizer que os médiuns curadores são todos mais ou menos magnetizadores, razão pela qual agem conforme os processos magnéticos. A diferença está na predominância de um ou do outro fluido e na cura mais ou menos rápida. Todo magnetizador pode tornar-se médium curador, se souber fazer-se assistir por bons Espíritos. Neste caso os Espíritos vêm em seu auxílio, derramando sobre ele seu próprio fluido, que pode decuplicar ou centuplicar a ação do fluido puramente humano. (KARDEC, 1865, Revista Espírita – Da mediunidade curadora, grifo itálico do autor, negrito nosso)

Dessa forma, nós, magnetizadore/as espíritas, se apreendermos bem os conceitos de Magnetismo e Espiritismo; e procurarmos analisar sua relação, poderemos aumentar as nossas forças fluídicas, buscando o concurso dos bons Espíritos e entendermos que podemos ser mais ou menos médiuns de cura. Pois, é exatamente essa a característica de um Magnetizador Espírita: atuar com conhecimento de causa (KARDEC, 1862), que além de ter conhecimento da Ciência Magnética, deve sobretudo se apropriar da teoria dos fluidos, da influência dos Espíritos no Magnetismo, das faculdades da alma, do poder da prece como magnetização mental, da cura de obsessões com auxílio de magnetismo etc.

Esta pesquisa, Compreendendo a Mediunidade Curadora com Allan Kardec, foi realizada através dos sites de busca KARDECPEDIA e/ou IPEAK, selecionando vários textos das obras de Allan Kardec (revistas espíritas e obras fundamentais) com as palavras- chaves: mediunidade curadora, médium de cura, médiuns curadores, curadores e curador. Tive como objetivo aprofundar o tema da Mediunidade Curadora; entender sua semelhança e diferença com o Magnetismo Animal (humano); perceber as dificuldades e responsabilidades que essa faculdade exige, uma vez que se queira ser um bom instrumento dos bons Espíritos e da vontade de Deus; observar os trabalhos realizados em grupos espíritas na época de Kardec, os resultados positivos e os empecilhos em prol de uma causa humanitária na cura dos doentes; principalmente, compreender as declarações de Kardec quanto a sua posição em relação a Ciência Magnética, suas crenças, suas pesquisas e seus princípios tão desconhecidos pelos espíritas e magnetizadores/as espíritas.

Se o/a leitor/a deseja ser um bom magnetizador/a espírita, convido-o/a a realizar a mesma pesquisa a fim de que possa entender melhor sobre a relação muito íntima entre a Ciência Magnética e a Ciência Espírita. Afinal:

Todas as curas desse gênero [ação fluídica] são variedades do magnetismo e só diferem pela intensidade e pela rapidez da ação. O princípio é sempre o mesmo: o fluido, a desempenhar o papel de agente terapêutico e cujo efeito se acha subordinado à sua qualidade e a circunstâncias especiais. (KARDEC, 1872, A Gênese, grifo nosso)

Texto escrito por Anna Amaral. Anna Catarine Amaral, bacharel em ciências náuticas formada pela EFOMM (2007). Atualmente cursando pedagogia na Universidade Estadual do Ceará. Espírita, há quase 10 anos, coordena as áreas de estudos e mediúnicas do Centro Espírita André Luiz e do Grupo Particular de Estudos Espíritas Paulo de Tarso. Tem aprofundado seus estudos na relação existente entre o chamado Magnetismo animal e o Espiritismo. No momento, coordena um grupo de pesquisa sobre sonambulismo.


Notas:

  1. Estudante das ciências Espiritismo e Magnetismo; e magnetizadora espírita atuante no Centro Espírita André Luiz, Fortaleza-CE. Email: annaamaral583@gmail.com
  2. MÉDIUM – do lat. medium, meio, intermediário. Pessoa acessível à influência dos Espíritos, e mais ou menos dotada da faculdade de receber e de transmitir suas comunicações. Para os Espíritos, o médium é um intermediário; é um agente ou um instrumento mais ou menos cômodo, conforme a natureza ou o grau da faculdade mediatriz. Essa faculdade é devida a uma disposição orgânica especial susceptível de desenvolvimento. Distinguem-se diversas variedades de médiuns, segundo sua aptidão particular por tal ou qual modo de transmissão, ou tal ou qual gênero de comunicação. (KARDEC, 1858, vocabulário espírita, grifo do autor).
  3. Os médiuns involuntários ou naturais são aqueles cuja influência se exerce a seu mau grado. Nenhuma consciência têm do poder que possuem e, muitas vezes, o que de anormal se passa em torno deles não se lhes afigura de modo algum extraordinário. (KARDEC, 1861, Livro dos Médiuns, item 169, grifo do autor).
Referências Bibliográficas

Todos os nossos produtos são criados para estudiosos da Filosofia Espírita e baseiam-se nas obras e pensamento de Allan Kardec. Todos os valores arrecadados são destinados ao Instituto IDEAK (Instituto de Divulgação Espírita Allan Kardec). 

Este é um projetoIDEAK | KARDECPEDIA | KARDECPlay | KARDECBooks